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Covid-19: Polícia Federal investiga ameaças contra diretores da Anvisa

A Polícia Federal abriu investigação depois que a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou estar sofrendo ameaças, que pioraram depois da liberação da vacina contra a Covid-19 para crianças.

Agentes da PF tentam identificar os autores das intimidações. A Anvisa encaminhou neste domingo (19) a diversos órgãos e autoridades um pedido de reforço na segurança de integrantes da agência.

As ameaças de violência à equipe se intensificaram depois da liberação da vacina da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) condenou a decisão, e disse que iria divulgar os nomes dos técnicos responsáveis pela análise.

Nas redes sociais, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cobrou providências e classificou o caso como “uma vergonha nacional”.

A compra do imunizante da Pfizer para crianças segue sem previsão. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não há motivos para ter pressa, e que ainda é preciso mais análise.

“Nós temos que dar respostas à sociedade, sobretudo aos pais. Os pais, as mães, eles querem ter segurança para levar seus filhos para a sala de vacinação”, disse o ministro.

Queiroga cobrou da Anvisa um relatório com a análise da vacina infantil. Na tarde desta segunda-feira (20), a agência tornou público todo o estudo técnico que embasou a decisão.

A câmara técnica, que assessora o Ministério da Saúde, apoiou por unanimidade a adoção da vacina para crianças, dizendo que ela é necessária porque salvará vidas. Para especialistas, adiar a imunização é perigoso por causa das variantes.

“Tem se mostrado nos outros países que crianças, que eram as menos acometidas nas outras ondas da Covid, passam a significar parte importante do número de acometidos. Então não há porque retardar a vacinação de crianças, uma vez que nós já temos disponível vacina licenciada”, assegurou Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O ministro Ricardo Lewandoswski, do STF, aceitou os argumentos da Advocacia-Geral da União e adiou para 5 de janeiro a manifestação do governo sobre a vacinação das crianças. A ação proposta pelo PT pede que essa imunização comece antes do início das aulas no ano que vem.

O prazo original era de 48 horas. A AGU se comprometeu a realizar audiência pública para debater o tema.

 

FonteBand.

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